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COMUNICAÇÃO E O COVID-19

Rogério Amador – Jornalista e Diretor da SantosPress Comunicação

Estamos com um sentimento que o mundo está de pernas para o ar, por conta de um cenário econômico de completa apreensão e desordem, cuja a responsabilidade deve-se a uma família de vírus que causam infecções respiratórias chamado de coronavírus (COVID-19). Aliás, quem diria que seres microscópicos poderiam sacudir o mundo, isolando pessoas e nações, deixando um anseio de insignificância em todos nós?

Mas o fato é, estamos numa crise global sem precedentes, levando as pessoas a ficarem em casa, isolados de tudo e de todos, obrigando a consumirem informação e entretenimento por meio das diversas formas de conexão, sobretudo, no ambiente virtual ou online, considerado terreno fértil para a disseminação de informações rápidas, mas nem sempre precisas.

Agora o que não imaginamos é onde essa crise econômica irá nos levar. Grandes e pequenos negócios já começam a contabilizar os prejuízos, levando as empresas a encontrarem soluções que reduzam os impactos desta crise. Talvez o caminho mais comum seja concentrar os esforços em vendas, com foco em ações que trazem resultados no curto prazo. No entanto, somente este movimento não seja suficiente para atravessar um período de grande turbulência.

É neste cenário que entra o trabalho da comunicação, principalmente na potencialização das vendas, da construção na reputação de uma marca e no bem mais precioso da empresa: a sua imagem. Lembrando que são as pessoas que têm a responsabilidade de zelar pela imagem e construir a reputação de uma marca. Todavia, são elas também que, por alguma razão, podem destruí-la.

Neste caso, como fazer com que, em momentos de crise, o relacionamento com o público seja o principal recurso para evitar os riscos para a imagem? Como as organizações cuidam para que colaboradores, projetem adequadamente a imagem da organização? De que forma os gestores podem implementar ações para que o diálogo com clientes seja produtivo? Neste momento, passar uma mensagem de vendas a qualquer custo ou ajudar as pessoas por meio de uma estratégia de responsabilidade social com o meio onde atua?

As respostas para estas perguntas não são simples. Porém, afirmo que a estratégia mais adequada é aquela que promove o equilíbrio entre os esforços comerciais ( importantes em momentos de crise) e as atitudes internas de respeito pela marca e reputação da empresa. A adesão a estes valores por parte do público interno é possível por meio de um programa de comunicação interna permanente e sistemático, associado diretamente à estratégia principal da organização, e que tenha nos gestores seu principal aliado.

Já no ambiente externo, há diversas formas de conversão, não apenas pela comunicação, como também ações concretas que levam ao bem maior, como o exemplo da AMBEV, que resolveu fabricar o álcool em gel com a matéria prima de seus produtos utilizando as embalagens da marca, criando um ambiente de envolvimento com um problema maior que está acometendo as pessoas neste momento.

Talvez não seria necessário destacar a importância das redes sociais neste momento, conectando milhares de pessoas ao redor do mundo por meio de uma rede de solidariedade e informação, permitindo estarem atualizadas e entretidas. Daí a necessidade de criar uma comunicação planejada, organizada e alinhada com a realidade da sociedade e as necessidades da empresa. Afinal, se comunicar em tempos de crise torna a empresa relevante e especial para o seu público.

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