Check-up cardíaco para começar 2026: cardiologista explica quais exames realmente importam

Fernanda Douradinho explica quais exames devem abrir 2026 e como a avaliação precoce pode evitar infarto, AVC e arritmias ao longo do ano

Com a chegada de 2026, muitos brasileiros aproveitam o início do ano para organizar a rotina de saúde — e isso inclui olhar com atenção para o coração. A cardiologista Fernanda Douradinho destaca que o check-up cardiovascular é uma das estratégias mais eficazes para prevenir complicações silenciosas que podem surgir ao longo do ano, especialmente em pessoas que vivem sob alta carga de estresse, sono irregular e hábitos acelerados.

Segundo a especialista, mesmo indivíduos sem sintomas devem incluir nessa avaliação anual exames simples, porém fundamentais, capazes de detectar alterações precoces: eletrocardiograma (ECG), aferição correta da pressão arterial, perfil lipídico completo, glicemia e hemoglobina glicada, avaliação da função renal e consulta clínica detalhada com o cardiologista. “Esses exames conseguem revelar arritmias, distúrbios metabólicos e sinais iniciais de doenças cardiovasculares que passam despercebidas no dia a dia”, explica.

Em alguns casos, a revisão precisa ir além. Teste ergométrico, ecocardiograma e Holter 24h são solicitados quando há sintomas como dor no peito, palpitações, falta de ar, sopros, desmaios ou quando o paciente está prestes a iniciar atividades físicas intensas. Esses exames também são indicados em avaliações pré-operatórias e na investigação de arritmias ou alterações estruturais do coração.

A presença de fatores de risco — como hipertensão, colesterol elevado, tabagismo, diabetes ou histórico familiar de infarto, AVC ou morte súbita precoce — torna a investigação ainda mais criteriosa. Nestes casos, podem ser necessários exames como MAPA, ultrassom de carótidas, escore de cálcio coronariano e avaliações vasculares mais completas. “Quanto maior o número de fatores de risco, mais personalizada e profunda deve ser a análise”, afirma Douradinho.

Começar o ano com essa avaliação completa é, segundo a cardiologista, uma forma concreta de evitar problemas comuns ao longo de 2026. “O check-up permite identificar alterações antes que causem sintomas, ajustar medicações e orientar um estilo de vida mais seguro. Isso reduz significativamente o risco de infarto, AVC, arritmias ligadas ao estresse e descompensações glicêmicas e hipertensivas”, diz.

Para Fernanda Douradinho, a principal mensagem é simples: prevenção salva vidas. A avaliação geral não deve ser visto apenas como uma lista de exames, mas como uma oportunidade estratégica para revisar riscos, atualizar metas de saúde, orientar exercícios e construir um ano mais seguro para o coração. “Cada paciente é único. Não existe check-up universal, mas sim inteligente, guiado pelo histórico e pela realidade de cada pessoa”, conclui.

Sobre Fernanda Douradinho
Fernanda Douradinho da Rocha Silva é médica cardiologista, formada em 2007 pela Faculdade de Ciências Médicas de Santos (Centro Universitário Lusíadas). Realizou residência em Clínica Médica (2008–2010) e Cardiologia (2010–2012) no Hospital Ana Costa, em Santos.

Possui título de especialista em Cardiologia pela Sociedade Brasileira de Cardiologia desde 2013. Atualmente, atua como médica diarista nas Unidades de Terapia Intensiva de Cardiologia do Hospital Ana Costa e do Hospital Guilherme Álvaro, e também coordenadora da UTI cardiológica do Hospital Guilherme Álvaro, professora da disciplina de Urgência e Emergência da Faculdade de Medicina da UNAERP e mantém seu consultório de cardiologia na Av. Ana Costa, em Santos.

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